Post: França e Reino Unido se preparam para missão militar no estreito de Hormuz

França e Reino Unido se preparam para missão militar no estreito de Hormuz, com apoio de aeronaves e fragata.
França e Reino Unido se preparam para missão militar no estreito de Hormuz

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (15) durante a abertura do G7 nos Alpes franceses que França e Reino Unido estão prontos para liderar uma missão militar conjunta de escolta e remoção de minas no estreito de Hormuz, assim que o acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã for confirmado. Em entrevista à emissora TF1, Macron destacou que o porta-aviões Charles de Gaulle está na região e pode ser posicionado no estreito em um prazo de dois a três dias.

Além disso, o presidente francês mencionou que aeronaves de vigilância e uma fragata poderiam ser enviadas ainda nesta terça-feira (16). “Os franceses podem ter orgulho, porque seus militares vão poder, nas próximas horas, participar desse esforço de estabilização”, afirmou Macron. A missão também contará com a colaboração de forças holandesas e italianas já presentes na área, mas será a parceria franco-britânica que liderará a operação.

Nos últimos dias, Londres e Paris coordenaram uma posição conjunta sobre o estreito e, junto com Alemanha, Japão e Itália, divulgaram uma declaração pedindo a reabertura imediata e incondicional do Hormuz. O estreito, que é uma passagem obrigatória para cerca de um quarto da produção mundial de petróleo e gás, está bloqueado há mais de cem dias, o que fez o preço do barril do Brent disparar para mais de US$ 120 durante a crise.

Macron também alertou sobre a possibilidade de o Irã cobrar pedágio pela passagem dos navios, uma hipótese que foi ventilada pela imprensa iraniana e que teria sido negociada com os americanos. O presidente francês afirmou que essa medida não é aceitável, ressaltando que a prioridade imediata é garantir que os navios possam circular novamente. A questão do pedágio, segundo ele, será discutida na cúpula.

O presidente francês expressou otimismo em relação aos efeitos da reabertura do estreito nos postos de combustível, prevendo que os impactos sejam sentidos em poucas semanas. Contudo, ele fez uma ressalva: a diminuição dos preços depende da confiança dos mercados na durabilidade da reabertura. “Se isso se confirmar, os mercados cairão imediatamente. Mas para as cadeias de fornecimento voltarem a funcionar, levará algumas semanas”, explicou.

Além disso, Macron defendeu a necessidade de construir rotas alternativas para o escoamento de petróleo e gás, como pipelines que atravessem o Iraque, Síria, Líbano, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, a fim de reduzir a dependência do estreito de Hormuz a longo prazo. “É uma questão de segurança energética”, concluiu o presidente.

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