Os economistas brasileiros revisaram suas previsões para a inflação e a taxa Selic, indicando um cenário desafiador para a economia em 2026. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15), a expectativa de inflação subiu de 5,11% para 5,30%, superando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,5%. Essa mudança reflete a crescente preocupação com os impactos da guerra no Irã, que continua a afetar os preços globais. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça-feira (16) e, apesar do aumento nas previsões, os analistas mantêm a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que deve cair de 14,5% para 14,25%. Essa decisão é vista como uma tentativa de estimular a economia em meio a um cenário inflacionário complicado. Além disso, as projeções para os próximos anos também foram ajustadas. Para 2027, a inflação é esperada em 4,10%, um aumento de 0,07 ponto percentual em relação à semana anterior, enquanto para 2028, a previsão subiu de 3,65% para 3,68%. A taxa Selic também foi revisada para cima, passando de 13,5% para 13,75% até o fim de 2026. No entanto, os especialistas continuam a prever cortes na taxa nos próximos anos, com uma expectativa de Selic de 12% em 2027 e 10,25% em 2028. Outra variável que chamou a atenção foi a previsão para o dólar, que subiu de R$ 5,15 para R$ 5,20. Por outro lado, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) também apresentou leve melhora, passando de 1,91% para 1,96% para este ano, enquanto as projeções para os anos seguintes permanecem estáveis em 1,7% para 2027 e 2% para 2028 e 2029. Essas revisões refletem um clima de incerteza no mercado, onde os economistas tentam equilibrar as expectativas de crescimento com os desafios inflacionários. O cenário atual exige atenção redobrada das autoridades monetárias e do governo, que precisam implementar políticas eficazes para conter a inflação e promover o crescimento econômico.


